sexta-feira, 27 de abril de 2012

Mostra Curta IFF



Programação de hoje 27 de Abril de 2012
TV do Refeitório - 11:30h às 13h
filmes vencedores do 1º Festival Nacional de Cinema do IFF

categoria câmera celular não estudante
Censura - Direção: Fabrício Mira - Campos dos Goytacazes-RJ

categoria câmera celular estudante
O Pedinte - Direção Luciana cavalcante - estudante da FAAT - Atibaia-SP

catgoria câmera fotográfica digital não estudante
Missão Estelar - Direção: Raphaela Teles - Santos-SP

categoria câmera fotográfica digital estudante
Lugar Algum - Direção: Raoni Reis Novo - estudante da Universidade
 Federal de São Carlos - São Carlos-SP

categoria câmera Mini DV não estudante
Aloha - Direção: Paula Luana Maia e Nildo Ferreira - Santos-SP

categoria câmera Mini DV estudante
A Vontade - Direção: Luiz Felipe Berto e João Paulo Pacca - estudantes de Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro-RJ

Menção Honrosa: Ditabranda - Direção: Felipe Vianna - Rio de Janeiro-RJ
nossos agradecimentos ao Instituto Querô(www.institutoquero.org)
 e ao Curta Santos (www.curtasantos.com.br) pelo grande apoio que 
nos deram na divulgação do Festival.

Produção: Laboratório de Cinema do IFF - Campus campos centro
Coordenação: Artur Gomes

quinta-feira, 26 de abril de 2012

alucinações interpoéticas


o que é que mora em tua boca bia
um deus um anjo ou muitos dentes claros
como os olhos do diabo
e uma estrela como guia?

o que é que arde em tua boca bia
azeite sal pimenta e alho
carne krua do kralho
um cheiro azedo de cozinha
tua boca é como a minha?

o que é que pulsa em tua boca bia?
mar de eternas ondas
que covardes não navegam
rio de águas sujas
onde os peixes se apagam
ou um fogo cada vez mais Dante
como este em minha boca
de poeta/delirante
nesta noite cada vez mais dia
em que acendo os meus infernos
em tua boca boca bia?

Artur Gomes
www.pelegrafia.blogspot.com

Entre a glória e a tragédia



Heleno de Freitas, o jogador que morreu pobre e louco num hospício de Barbacena, revive nas tela
s  
Maria do Rosário Caetano de São Paulo (SP) no portal Brasil de Fato
 O jogador Heleno de Freitas, que chega às telas na pele de Rodrigo Santoro, viveu apenas 39 anos. Alguns deles, como ídolo popular. Outros, como louco, num hospício de Barbacena (MG). Foi o astro supremo do Botafogo, nos anos de 1940, sagrou-se campeão pelo Vasco da Gama, passou pelo Boca Juniors, na Argentina, e pelo Barranquilla, na Colômbia.               
O ator Rodrigo Santoro na pele do
jogador Heleno de Freitas - Foto: Divulgação
A sífilis – que ele se recusou a tratar na hora devida, por temer prejuízos a sua carreira – trouxe graves complicações a uma vida vivida com rara intensidade. Seja no campo amoroso (era mulherengo assumido), seja na relação com os colegas (via os jogadores de seu time como pernas-de-pau que não davam o que deviam dar ao Btafogo), seja no trato com os cartolas (chegou a ameaçar o técnico Flávio Costa, do Vasco, com um revólver), seja no consumo de álcool e éter.    
No auge de sua carreira como jogador, o astro que os torcedores do Fluminense - para seu desespero - chamavam de “Gilda” (referência à temperamental personagem de Rita Hayworth, no filme de 1946) teve seus méritos reconhecidos e enaltecidos. Pelos fãs e pelos adversários. Por gente do calibre do flamenguista José Lins do Rego e do fluminense Nelson Rodrigues. Também pelo escritor colombiano, Gabriel García Márquez, que o viu jogar no Barraquilla. Por causa de Heleno, Armando Nogueira tornou-se fiel torcedor do Botafogo       
Postumamente, Heleno, que nasceu e morreu em Minas Gerais (São João Nepomuceno- 1920/Barbacena-1959) foi personagem de Sérgio Augusto (no livro Botafogo, Entre o Céu e o Inferno) e Marcos de Castro (Gigantes do Futebol Brasileiro). E tema da biografia Nunca Houve um Homem Como Heleno (citação do slogan publicitário do filme Gilda – “nunca houve uma mulher como ela”), escrito por Marcos Eduardo Nunes (segunda edição, ampliada e fartamente ilustrada, acaba de chegar às livrarias).    
Bipolar
José Henrique Fonseca, filho do escritor Rubem Fonseca, dedicou os últimos cinco anos de sua vida à cinebiografia de Heleno de Freitas. Encontrou em Rodrigo Santoro parceiro dos mais dedicados. Além de atuar como co-produtor (e sair em busca de patrocínios), Santoro emagreceu doze quilos para dar conta do Heleno dos anos terminais, vividos no hospício de Barbacena. São comoventes as sequências derradeiras do filme, em que ele é visto arruinado pela loucura, mastigando recortes de jornais que narravam suas glórias e contando apenas com o carinho de seu cuidador (magistralmente vivido pelo ator Maurício Tizumba).     
O vascaíno José Henrique (o Vasco é também o time de Santoro) quis realizar o filme “em preto-e-branco, as mesmas cores do alvinegro da estrela solitária”. Convocou Walter Carvalho para assinar as arrebatadoras imagens do filme. Quem estiver atrás de uma biografia convencional de Heleno de Freitas vai decepcionar-se. O diretor e seus co-roteiristas (o brasileiro Felipe Bragança e o argentino Fernando Castets) optaram pelo mito.                
Heleno é visto como um homem de beleza apolínea, que arrebata o coração das mulheres (em especial da jovem Sílvia, interpretada por Alinne de Moraes, e o da cantora Diamantina, vivida pela colombiana Angie Cepeda). É também um jogador obsessivo, que busca a perfeição e xinga furiosamente os colegas de time. “Hoje” – pondera José Henrique – “o definiríamos como um bipolar ou portador da síndrome de déficit de atenção”. Na época, era tratado como um atleta temperamental que não conhecia limites. E que acabou enlouquecido pela sífilis. Isto, depois de viver um casamento que durou apenas dois anos e gerou um filho (Luís Eduardo de Freitas) que a mãe criou longe do complicado ex-marido. Filho que, hoje, ajuda a divulgar o filme e a memória gloriosa (e sofrida) do pai.     
Heleno é uma história de amor que acaba mal. Um triângulo amoroso entre o jogador, a jovem e bela Sílvia (o nome real de sua esposa era Ilma) e a cantora Diamantina (que simboliza as muitas amantes que passaram por sua vida). O visual das duas mulheres evoca a bela Gilda, de Rita Hayworth, mas o filme evita, a todo custo, as armadilhas das citações metalinguísticas. Nos palcos de casas noturnas cariocas, Diamantina canta Duerme Negrita(sucesso do cubano Bola de Nieve) e outros hits dos anos dourados. Sem cair na tentação de recriar a famosa sequência do “strip-tease de luvas” que “desnudava” Gilda aos olhos do público.     
Já decadente, com suas forças derradeiras, Heleno foi jogar no América, o time do coração de Lamartine Babo. Nele, faria sua estreia no recém-inaugurado Maracanã. Os cinéfilos-boleiros, naquele instante, supunham que José Henrique cairia na tentação e citaria Coppola (Selvagem da Motocicleta) colorizando a camisa vermelho-sangue americana. Mas ele resistiu.              
O que o diretor quis foi recriar, ficcionalmente, os amores, as glórias e tragédias vividos por um dos mais brilhantes jogadores da história do futebol brasileiro. Sabendo que o espectador não acredita na reencenação de grandes jogadas. Por isto, de futebol em campo, o filme mostra muito pouco. Só alguns lances viris, em planos aproximados.    

Ruralistas dão motivos para Dilma vetar mudanças no Código Florestal

Rompendo acordo com governo, ruralistas lideram aprovação do Código Florestal na Câmara, ampliando retrocessos do texto elaborado no Senado. A presidenta Dilma ainda não se manifestou, mas possui uma lista de motivos para utilizar sua prerrogativa de veto: o rompimento do acordo por parte dos ruralistas, seus compromissos de campanha de não aprovar nada que aumente o desmatamento e promova a anistia de desmatadores e a pressão internacional às vésperas da Rio+20. A reportagem é de Vinicius Mansur.
Brasília - Por 274 votos a favor, 189 contrários e 2 abstenções, a Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (25), o relatório do deputado Paulo Piau (PMDB-MG) que modifica o Código Florestal, impondo sérios retrocessos à legislação ambiental brasileira.

O resultado foi uma derrota para o governo federal que defendia a aprovação na íntegra do texto definido pelo Senado, no final do ano passado, ao qual considerava fruto de um acordo com os representantes do agronegócio no parlamento. Reiteradas falas do governo anunciaram que o texto dos senadores não era o ideal, mas o possível de ser alcançado pela mediação dos interesses presentes no Congresso Nacional. 

A bancada ruralista na Câmara, entretanto, manteve-se fiel apenas ao seu programa e incorporou mais de vinte alterações ao texto do Senado, que já representava um retrocesso na legislação ambiental para organizações sociais diversas, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Via Campesina, ONGs como Greenpeace, SOS Mata Atlântica e Instituto Socioambiental, entre outras.

A expectativa destas organizações é de que a presidenta Dilma Roussef vete as mudanças para proteger o Código Florestal. O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse na terça-feira (24) que a presidenta vetaria o texto, caso ele fosse aprovado com as alterações propostas por Piau. 

De tudo que foi apresentado pelo relator, apenas uma proposta não vingou. Mas, por força do regimento interno e não da vontade de Piau ou da maioria do plenário. A proposta que retirava a necessidade de recomposição de 15 metros da mata ciliar de rios com até 10 metros de largura foi recusada por se tratar de um texto já aprovado tanto pela Câmara quanto pelo Senado nos turnos anteriores de tramitação.

A presidenta Dilma ainda não se manifestou, mas possui uma lista de motivos para utilizar sua prerrogativa de veto: o rompimento do acordo por parte dos ruralistas, seus compromissos de campanha de não aprovar nada que aumente o desmatamento e promova a anistia de desmatadores e a pressão internacional às vésperas da Rio+20.

Gozando de popularidade recorde, tendo em mãos um projeto cuja antipatia da população é comprovada por pesquisas de opinião e contando com apoio de setores expressivos da imprensa, de movimentos e organizações sociais, da ciência e da religião, a presidenta tem um amplo ambiente favorável para enfrentar a decisão de numerosos deputados e o desgaste político que dele pode ser oriundo.

Paulo Piau chegou a desafiar o governo no primeiro dia de votação. "Se vetar, nós derrubamos o veto", disse, acompanhado pelo líder do PMDB e futuro presidente da Câmara em 2013, Henrique Eduardo Alves (RN).

A Constituição permite à Dilma vetar dispositivos - artigos, incisos ou alíneas – inteiros, e não partes deles, ou o texto completo. Para tal, ela terá 48 horas, contadas a partir do recebimento do projeto aprovado na Câmara, para comunicar o presidente do Congresso Nacional, o senador José Sarney (PMDB-AP), justificando as razões do veto. A decisão presidencial poderá ser derrubada pela maioria absoluta, metade mais um, de cada Casa, ou seja, por 257 deputados e 41 senadores. E aí reside o maior perigo para o governo em caso de veto. Na Câmara, os ruralistas comprovaram que sua proposta é majoritária. Restaria saber como se comportariam os senadores neste novo cenário. A apreciação de vetos presidenciais são realizadas por meio de voto secreto.

Mudanças 
Entre as novas mudanças aprovadas no Código Florestal está a retirada da obrigação de divulgar na internet os dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), registro cartográfico dos imóveis rurais que facilita o monitoramento das produções agropecuárias e a fiscalização de desmatamentos. Assim como excluíram o artigo que exigia a adesão de produtores ao CAR em até cinco anos para o acesso ao crédito agrícola.

O Ibama não poderá bloquear a emissão de documento de controle de origem da madeira de estados não integrados a um sistema nacional de dados.
Os estados da Amazônia Legal com mais de 65% do território ocupado por unidades de conservação pública ou terras indígenas poderão diminuir a reserva legal em propriedades em até 50%.

Foi derrubada a obrigatoriedade de recompor 30 metros de mata em torno de olhos nascentes de água nas áreas de preservação permanente ocupadas por atividades rurais consolidadas até 22 de julho de 2008. Foi retirada ainda do texto a regra de recomposição de vegetação nativa em imóveis de agricultura familiar e naqueles com até quatro módulos em torno de rios com mais de 10 metros de largura.

Também foi retirada a definição de pousio, período sem uso do solo para sua recuperação, que permitia a interrupção de, no máximo, cinco anos de até 25% da área produtiva da propriedade. Com isso, áreas ilegalmente desmatadas há mais de uma década, mas hoje com florestas em recuperação serão automaticamente consideradas como produtivas e, assim, poderão ser legalmente desmatadas. Como também retirou-se o conceito de área abandonada, prejudica-se a reforma agrária, pois já não haverá terras subutilizadas por especuladores, mas apenas áreas “em descanso”.

Também foi retirado do texto a necessidade de os planos diretores dos municípios, ou suas leis de uso do solo, observarem os limites gerais de áreas de preservação permanente (APPs) em torno de rios, lagos e outras formações sujeitas a proteção em áreas urbanas e regiões metropolitanas. Também foi aprovado o destaque que não considera apicuns e salgados como APP.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

quarta-feira, 25 de abril de 2012

CPMI do Cachoeira reforça necessidade da reforma política, dizem deputados


Para vários deputados que ocuparam a tribuna durante a Sessão do Congresso Nacional desta terça (24), o atual sistema político brasileiro favorece as relações entre crime organizado e agentes públicos, por meio do financiamento privado de campanhas milionárias. O exemplo citado foi o do senador Demóstenes Torres, suspeito de receber dinheiro da quadrilha de Carlinhos Cachoeira, diretamente e via empresas integrantes do esquema.

Brasília - Deputados de diferentes partidos defenderam a urgência da realização de uma profunda reforma política no país, durante a Sessão do Congresso Nacional, realizada na noite desta terça (24), para oficializar a nomeação dos integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), criada para investir as relações do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e grupos privados.

“É por não termos feito uma reforma política que estamos aqui fazendo esta CPMI. Se tivéssemos partidos fortes e financiamento público de campanha, não estaríamos aqui”, afirmou o deputado Fernando Ferro (PT-PE). Ele lembrou que o financiamento privado de campanha é a principal arma adotada pelos corruptos para aliciar agentes públicos para trabalhar em prol de seus interesses. 

“É preciso recordar que esta CPMI surgiu para apurar o envolvimento do senador Demóstenes Torres [ex-DEM] com Cachoeira e outros grupos privados, incluindo setores da mídia, como é o caso da revista Veja. E os grupos privados que estão por trás dessa CPMI não são solitários. Estão por trás de uma rede que tenta se apropriar do aparelho do estado”, denunciou.

Para o deputado Amauri Teixeira (PT-BA), a Comissão deve apontar e punir os culpados, mas precisa ir além. “Esta CPMI tem por obrigação propor soluções para extrair a raiz do mal. E a raiz do mal é o financiamento público de campanha. Temos que acabar com a ingerência do capital na política brasileira. E as empreiteiras as principais responsáveis pela corrupção no país”, afirmou ele, referindo-se à construtora Delta, apontada como parte integrante do esquema de corrupção liderado por Cachoeira.

Teixeira destacou também a necessidade do parlamento aprovar uma nova legislação anticorrupção, que puna não só os agentes públicos envolvidos em esquemas ilegais, mas também os corruptores, como propõe o relator do projeto de lei anticorrupção que tramita na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP). “Temos que punir também aqueles que corrompem”, enfatizou.

O líder do PSOL, deputado Chico Alencar (RJ), foi outro que ressaltou a importância da CPMI pautar a necessidade da reforma política. E citou o artigo “Sobre a corrupção”, do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, publicado pela Carta Maior, para fundamentar sua defesa. “Precisamos acabar com esses financiamentos milionários de campanhas”, ressaltou. Segundo ele, o financiamento privado resulta em escândalos como o que envolve a construtora Delta. 

O deputado Marçal Filho (PMDB-MS) também abordou a associação entre corrupção e financiamento privado das campanhas. “A corrupção só vai acabar com uma profunda reforma política neste país”, resumiu. Já o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), defendeu a importância de se aprovar o fim do voto secreto no parlamento e do foro privilegiado. 

Críticas da oposição
Na contramão, o líder da minoria, deputado Antônio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), resumiu a linha que deverá pautar os trabalhos da oposição: desqualificar a CPMI, acusando-a de “submissão ao governo” e de configurar instrumento para atentar contra a “liberdade de imprensa”. O deputado classifica a CPMI de “chapa branca” por ela comportar maioria de membros da base aliada. E a acusa de tentar cercear a liberdade de expressão por prever a investigação do envolvimento de veículos de comunicação no esquema de Cachoeira. 

Para o Thame, convocar profissionais da imprensa para depor na Comissão constitui crime de atentado à liberdade de imprensa tão grave como assassinar jornalistas. Ele chegou ao extremo de comparar uma possível convocação dos jornalistas envolvidos com Cachoeira ao assassinato do jornalista maranhense Décio Sá, ocorrido esta semana.

Escalação dos membros
A escalação dos integrantes da CPMI foi anunciada pela presidente em exercício do Congresso, deputada Rose de Freitas (PMDB-PA). Serão 32 titulares, 16 senadores e 16 deputados, e igual número de suplentes. A presidência ficou a cargo do senador Vital do Rêgo (PMDB-PA) e a relatoria, com o deputado Odair Cunha (PT-MG). Pelo regimento da Casa, as indicações do presidente e do relator cabem aos partidos de maior bancada. O número de integrantes de cada bancada também obedece a critérios de proporcionalidade (confira aqui os indicados). 

Dezenas de deputados e senadores que não assinaram a lista de pedido para abertura da CPMI justificaram em plenário o motivo da ausência dos seus nomes, e pediram inclusão na lista. Segundo eles, o fato da CPMI ter sido criada em tempo recorde dificultou a mobilização. Caso, por exemplo, do deputado Marcal Filho, que participava de missão oficial no exterior, na companhia de outros seis parlamentares. 

A CPI será instalada oficialmente nesta quarta (25), a partir das 10 horas, na Ala Nilo Coelho do Senado.

A LAMENTÁVEL MÁFIA LITERÁRIA


“Cachê (muito bom) de Gabriel O Pensador provoca saia justa em feira gaúcha.”


divulgação de um cachê de R$ 170 mil para o rapper Gabriel O Pensador ser patrono da Feira do Livro de Bento Gonçalves (RS) fez o escritor gaúcho Fabrício Carpinejar cancelar sua participação no evento, que acontece entre os dias 5 e 16 de maio. Carpinejar escreveu uma carta aberta à coordenação da feira, retirando sua participação. "Nada contra o Gabriel, mas contra esse valor abusivo, chega a ser sobrenatural. R$ 170 mil é o valor de um prêmio literário, quase se equipara ao Prêmio São Paulo de Literatura, de R$ 200 mil", disse o poeta à Folha.
"A feira nos avisou que haveria um cachê padrão de R$ 800 a R$ 1.000, ao qual renunciei em nome do projeto, mas é um susto quando isso acontece. Ser patrono é uma homenagem, não pode ser compensado com dinheiro", argumentou.
De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Bento Gonçalves, o valor não seria destinado ao músico apenas por ser patrono do evento. "Trata-se de um projeto maior que inclui um show, palestras e livros que serão distribuídos nas escolas do município. Não é muito."

"Pelo que li nas fontes oficiais da Prefeitura de Bento, haveria uma estratégia de utilizar o Gabriel como uma fonte para a cidade ter seu nome divulgado e ser acolhida para acolher, no futuro, um dos países da Copa. É surreal", disse Carpinejar.

Ainda segundo a prefeitura, o convite seria parte de uma estratégia para promover a cidade de 107 mil habitantes em todo o país, com o objetivo de que o município seja uma das subsedes da Copa do Mundo de 2014. Para a prefeitura, porém, não haveria conflito entre o evento cultural e a promoção esportiva. "Gabriel tem uma forte ligação com o esporte, ao contrário da verba para o evento, que vem da Secretaria de Cultura, o dinheiro virá da Secretaria de Educação, por se tratar de um projeto maior".

"Sem demagogia, mas como medida prática, este valor daria uma boa entrada para a construção de uma escola. A gente não pode deixar a influência política contaminar o ambiente literário, é uma questão de respeito", rebateu Carpinejar. O jornal Folha tentou, sem sucesso, contato com Gabriel O Pensador.
Leia a íntegra da carta do escritor Fabrício Carpinejar

"Querida Coordenação da Feira:

Estou cancelando minha participação na 27ª Feira do Livro de Bento Gonçalves. Lamento fazer isso por todo amor que guardo pelos leitores da cidade. É meu protesto pelo cachê absolutamente excessivo de R$ 170 mil destinado a Gabriel o Pensador. O artista (que eu admiro) não tem culpa de pedir o valor, porém a Prefeitura tem inteira responsabilidade de acatá-lo e não informá-lo da real capacidade cultural do município.

O anúncio de pagamento ao músico é uma afronta às vésperas de pleito eleitoral. Literatura não deve ser feita para atrair público, e sim para formar público. Feira do Livro não é uma Oktoberfest, uma Fenavinho, uma plataforma popular de shows musicais e apresentações midiáticas. Feira é intensificar leituras em escolas e universidades ao longo do ano para propiciar debates e mesa-redondas com escritores durante uma semana.

Uma receita simples e imbatível: ler e comentar, ler e discutir, ler e produzir idéias coletivamente e transformar o pensamento. O escândalo? Trazer grandes nomes com dinheiro público a preços estratosféricos? é sempre a forma mais rápida de projeção nacional. A literatura é o modo mais lento, entretanto, com efeitos definitivos e perenes.

Quantas bibliotecas poderiam ser construídas com esse cachê? Quantas feiras poderiam ser realizadas com esse cachê? Pense, querida coordenação, que o cachê é o equivalente a uma primeira parcela para fazer a Escola Municipal Infantil Paulo Freire, que acaba de ser inaugurada no Loteamento Panorâmico, no bairro São Roque, em Bento Gonçalves, para atender 240 crianças em turno integral.

Nas conversas telefônicas com a produção da Feira, aceitamos um valor padrão de R$ 1.000,00 (um mil reais), devido à alegação de que não haveria exceção, de que se tratava de uma regra extensiva aos demais participantes. A organização lamentou que não teria condições de exceder determinada quantia por limitação de orçamento. Vejo, infelizmente, que a Feira estava economizando com os autores gaúchos para pagar uma atração nacional.

Cuidado, a ilusão custa mais caro do que o sonho.

Grato, abraço,

Fabrício Carpinejar."

A LAMENTÁVEL MÁFIA LITERÁRIA (Part 2)


“Gabriel, O Pensador fala sobre polêmica envolvendo cachê e reclama com o escritor gaúcho Carpinejar pela repercussão do caso.”
A maioria dos escritores convidados a participar da “Feira do Livro de Bento Gonçalves” (RS), entre 9 e 20 de maio, resolveu manter a participação no evento literário, apesar da polêmica envolvendo o “cachê da discórdia” de R$ 170 mil oferecido ao patrono convidado, Gabriel, O Pensador. Como todo mundo já sabe, o escritor Fabrício Carpinejar divulgou uma carta aberta cancelando a presença no encontro literário.

O “cachê da discórdia”, considerado exorbitante por grande parte da comunidade cultural, também motivou um comunicado da Associação Gaúcha de Escritores (AGES). “Não estranha que Gabriel cobre R$ 170 mil para ser homenageado. Cada um cobra o que quer pelo seu trabalho. O problema maior é quem paga uma exorbitância, a fim de que seu município possa ficar sob os holofotes”, defendeu a entidade, no documento.

O cantor – além de ter dado uma entrevista ao G1 sobre a polêmica – também contou que reclamou por telefone com Carpinejar, já que a polêmica começou depois das declarações do escritor, também pelo Facebook, que resolveu cancelar sua participação na feira depois de saber da diferença dos cachês pagos. 


Segundo Gabriel, Carpinejar teria se justificado alegando que o protesto não era contra custo destinado aos projetos de Gabriel na cidade, mas contra a prefeitura por não terem investido mais no cachê de autores locais.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Brasília 52 anos da capital do poder


“Nenhum rosto é tão surrealista quanto o verdadeiro rosto de uma cidade”
Walter Benjamin
 
 
Mais de cinqüenta anos depois, a bossa nova da arquitetura e do urbanismo,
mostra suas rugas e os sintomas de um envelhecimento precoce. O
símbolo maior da modernidade e da ideologia desenvolvimentista que
projetou o Brasil como um país novo, revela o que é a cidade moderna,
o lugar da afirmação e do poder da máquina e das restrições do domínio
público. Com uma malha rodoviária e amplos espaços que ultrapassam a
escala humana, Brasília foi concebida nas pranchetas de Oscar Niemeyer
e Lúcio Costa sob a orientação do presidente Juscelino Kubitschek para
responder ao desenvolvimento industrial, em particular, a indústria
automobilística em ascensão, e hoje representa o fim do sonho e das
ilusões desenvolvimentistas.
 
 
Sem dúvida, Brasília é uma das mais importantes contribuições
brasileira para a arte do século XX, juntamente com a Bossa Nova, a
Arte Concreta e o Cinema Novo, que resiste aos escândalos políticos
que assolam a capital. As estruturas de suas construções permanecem
intactas, o concreto armado parece eterno. Uma cidade cartesiana
implantada no interior do país, sob o cerrado, distante do litoral,
uma aventura quase que impossível. Nas palavras do critico de arte
Mário Pedrosa, "se Brasília foi uma imprudência, viva a imprudência".
A nova capital era uma resposta à crítica de um Brasil litoral, de
costas para o seu interior, desde os tempos do Marques de Pombal. Esta
experiência urbanística foi estimulada por uma opção de
desenvolvimento que se desejava para o Brasil o qual estamos sofrendo
suas conseqüências.
 
Mais do que uma simples cidade, Brasília é um discurso, símbolo de uma
nova situação que direcionou a vida e a economia do país. Uma cidade
com uma arquitetura governamental, monumental e moderna. O trançado
urbano e a arquitetura arte criaram a cidade como uma realidade
moderna, imagem e símbolo do Brasil industrial, país da tecnologia e
da democracia para os que dispõem de meios mecanizados para dominar os
grandes espaços vazios. A cidade que arquiteto francês, nascido na
Suíça e mestre dos arquitetos brasileiros, Le Corbusier não teve a
oportunidade e o privilégio de construir. O centro principal e
simbólico da capital do poder é a praça dos três poderes, na
organização do espaço as hierarquias e os interesses de classe não
ficam ausentes.
 
Falar de Brasília não se pode deixar de lado as manobras processadas
na economia e da política dos anos de 1950. “o avanço dos 50 anos em
5 anos” meta do governo JK. A sede de democracia, agitações, debates
inflamados e o avanço da indústria. A população vivia o impacto da
confiança no futuro. A nova capital refletia uma sociedade otimista
disposta a realizar utopias. Brasília foi pensada para ser um centro
político, cultural e administrativo para o desenvolvimento do
Centro-Oeste, mas não contava com o crescimento desordenado e
populacional, que acabou comprometendo o plano urbanístico de Lucio
Costa e trouxe os problemas e os desastres que assolam os grandes
centros urbanos. Com o regime militar, implantado em 1964, a cidade
criada em um período raro de democracia acreditando que a sua
localização no interior estaria mais protegida de ataques militares,
foi associada ao totalitarismo, mas resistiu com seu chame como uma
expressão artística que colocou o Brasil internacionalmente num
patamar de respeito.
 
Almandrade
(artista plástico, poeta e arquiteto)

MinC e IFF debatem criação de curso de produção cultural


O chefe da Representação Regional do Ministério da Cultura no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, Marcelo Velloso, reuniu-se, na última terça-feira (17/4), com a direção do Instituto Federal Fluminense de Educação, Ciência e Tecnologia (IFF), em Campos. O encontro, solicitado pela própria instituição, teve como tema principal a possível criação de um curso de produção cultural naquele município do Norte Fluminense.

Reunião no IFF em Campos

Participaram do encontro a pró-reitora de Extensão Cultural, Paula Bastos; o pró-reitor de Ensino, Carlos Lima; o diretor geral do campus do IFF em Campos, Jefferson Manhães de Azevedo; a diretora do Centro de Cultura do IFF, Kátia Macabu; e a diretora de Ensino Superior, Aline Pires de Vasconcelos, além de outros coordenadores e diretores.
O chefe da Representação Regional do MinC fez um breve histórico da implantação dos cursos de produção cultural no estado . Velloso destacou que o Rio de Janeiro foi pioneiro nesta área e hoje é o estado com o maior número destes cursos em funcionamento no país. Ele aconselhou a direção do IFF a realizar uma pesquisa sobre a demanda existente no município em relação à área de produção cultural, antes de definir qual o perfil adequado para o curso.
Velloso destacou que a criação de cursos de capacitação é uma das principais demandas apresentadas pelos gestores , produtores e artistas nas duas Conferências Nacionais de Cultura já realizadas. E lembrou que várias metas do Plano Nacional de Cultura contemplam a qualificação de pessoal nas áreas de Arte e Cultura, incluindo a produção cultural.
O professor Jefferson Manhães manifestou interesse em trazer para o campus a discussão sobre a adoção de medidas para promover a economia criativa no Norte Fluminense. Ele lembrou que o IFF já oferece alguns cursos ligados a setores criativos, como o design e a arquitetura. Jefferson Manhães destacou que a região vive um momento de grande crescimento econômico, graças ao desenvolvimento da indústria do petróleo. E acrescentou que os municípios deveriam aproveitar o momento favorável para investir em outros vetores de desenvolvimento que vão além do petróleo, com destaque para a economia criativa.
Além da reunião, Marcelo Velloso visitou o campus do IFF, que dispõe de boa infraestrutura, como várias oficinas para atividades culturais, incluindo pintura e teatro, um estúdio de TV com equipamento moderno e emissora de rádio pela internet .
Ponto de cultura
Depois da visita ao IFF, o representante do MinC foi conhecer o ponto de cultura rural do Projeto de Assentamento de Zumbi dos Palmares. A instituição realiza cursos de alfabetização de jovens e adultos e várias oficinas de bordados, doces, capoeira e artesanato com material reciclado. Os representantes do grupo destacaram que o ingresso do projeto de assentamento na rede estadual de pontos de cultura demonstra o reconhecimento do governo do estado ao trabalho que eles desenvolvem junto aos produtores rurais da região.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Jura Secreta 16


fosse essa menina Monalisa
e se não fosse apenas brisa
diante dos meus olhos
com este mar azul nos olhos teus
nem sei se Michelângelo, Dali, ou Portinari
te antevirus no instante maior da criação
pintura de um arquiteto grego
ou quem sabe até filha de Zeus
e eu Narciso amante dos espelhos
procuro um espelho em minha face
para ver se os teus olhos já estão dentro dos meus

arturgomes

1º Festival Nacional de Cinema do IFF



Dia 20 - TV Da Concha - 11:30h às 13h

Estátua Viva - Poesia a 1 Real - Marcos Barhone filmado por Jiddu Saldanha em Bento Gonalves - RS

Fulinaimagem - curta com May Pasquetti, Érica Ferri e Dani Rauen cantando Esfinge, música de Rodrigo Bittencourtt e Artur Gomes - finalizado no Laboratório de Cinema do IFF - Campus Campos centro

O Homem de Ferro - cine teatro produzido pelo Núcleo de Produção Audiovisual de Taubaté-SP - Direção: Márcio Vaccari

A Minha Dor É Mais Que Uma Dor Cigana - cine teatro com trilha sonora de Edvaldo Santana, produzido pelo Núcleo de Produção Audiovisual de Taubaté-SP - Direção: Márcio Vaccari

Todas as Flores Tem Espinhos - curta produzido na Oficina Cine Vídeo e finalizado no Laboratório de Cinema do IFF - Campus Campos Centro
vídeo.clipes - Los Hermanos

TV Do Refeitório - 11:30h às 13:00h

De Catraia - direção: Damaris Ribeiro - Santos-RJ

Chapada - Direção: Valério Fonseca - Rio de Janeiro-RJ

Seu Arlindo Vai A Loucura - Direção: Raoni Reis Novo - São Carlos-RJ

Guarani Mbyá - Direção: Wladimir Santafé – Niteri-RJ

Auditório Cristina Bastos – 19h às 21h

Geraldo José – O Som Sem Barreiras – documentário sobre Geraldo José o papa da Sonoplastia do Cinema Nacional – Direção: Severino Dadá – Brasília-DF

Mostra Competitiva
Categoria Mini DV - Não Estudante

Aline na Ilha de Nexus – Direção: Alexandro Fernando – Campos dos Goytacazes-RJ

Aloha – documentário sobre surf para deficientes visuais Direção: Nildo Ferreira  e Paula Luana Maia– Santos-SP

Chapada a ditadura dos cabelos lisos põe em risco a vida de muitas mulheres – Direção: Valério Fonseca – Rio de Janeiro-RJ

De Catraia – Documentário sobre as pequenas embarcações que transportam trabalhadores no Porto de Santos – Direção: Damaris Ribeiro – Santos-SP

Faça Você Mesmo – filme sobre a prática de skate em Campos dos Goytacazes – Direção: Kelvin Klein

Guarani Mbyá – Direção: Wladimir Santafé – Niterói-RJ

Pegadas de Zila – filme com Rosa Maria Murtinho, sobre a vida e obra de Zila Mamede, poeta rio-grandense do norte que morreu afogada em 1985 – Direção: Valério Fonseca

produção: Laboratório de Cinema do IFF Campus Campos Centro
coordenação: Artur Gomes

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Sétima arte movimenta o IF Fluminense



O 1º Festival Nacional de Cinema do IFF começou na noite desta segunda-feira, 16 de abril. Programação segue durante toda a semana com mostras, debates e mini curso.
Sétima arte movimenta o IF Fluminense
Evento será realizado durante toda a semana no câmpus Campos-Centro do IFF. (Foto: Ferdinanda Maia)

O cenário remetia a uma noite de gala do cinema. Era o clima de sétima arte que ambientava o Instituto logo na entrada do Auditório Cristina Bastos, do câmpus Campos-Centro, onde foi realizada a abertura do evento.
 Tinha tapete vermelho, luzes e cortinas, e tinha também uma exposição montada com equipamentos antigos de vídeo como câmeras filmadoras, rolos de filmes, entre outros. Tudo para dar o tom da noite.
 Aos poucos, estudantes, servidores e comunidade enchiam o auditório na primeira noite do Festival. Até as cadeiras do local foram vestidas para o grande evento com uma capinha azul com as inscrições “1º Festival Nacional de Cinema do IFF”.
 Representando o Reitor, Luiz Augusto Caldas, a Pró-Reitora de Extensão, Paula Aparecida Martins Borges Bastos, agradeceu a presença de todos. “É muito bom ver o Instituto Federal Fluminense se mobilizando para a arte. Desejo que todos aproveitem o Festival”.
 O Diretor do câmpus Campos-Centro, Jefferson Manhães, enfatizou a importância do evento. “Precisamos ter uma formação ampliada, sintonizada com esse novo momento em que o vídeo e a imagem estão cada vez mais presentes”, disse.
 Jefferson ainda informou que diversas programações na área da cultura estão sendo planejadas para o ano de 2012 e que já existe a intenção de oferecer um curso na área de produção artístico-cultural.
 Artur Gomes iniciou sua fala contando a trajetória que tem com a Instituição, desde que foi aluno, passando por servidor e, agora, já aposentado, retornando a casa para realizar um sonho. Agradeceu, ainda, os muitos servidores envolvidos no “desafio de realizar o Festival” e completou: “É um sonho antigo e, felizmente, ele aconteceu”.
 Na abertura do evento foi apresentado o documentário “Ditabranda” com depoimentos de jornalistas sobre mortes e torturas no período da Ditadura Militar, com direção de Felipe Vianna, do Rio de Janeiro.
 Na Mostra Competitiva, categoria Câmera Fotográfica Digital – Não Estudante, foram apresentados: A Garrafa Mensageira – Direção: Luana Nascimento – Campos dos Goytacazes – RJ; A Maldição de Berenice – Direção: Valério Fonseca – Rio de Janeiro; Missão Estelar – Direção: Raphaela Teles – Santos-S.P.
 O vencedor da noite foi Missão Estelar, que conta a história de um menino cujo sonho é conhecer o espaço. Ao ver uma reportagem na televisão sobre a possibilidade de ir ao espaço pagando R$350 mil ele decide juntar o dinheiro vendendo doces, seus brinquedos novos e fazendo rifa, mas claro, sem ter sucesso. A premiação é um Notebook. 
 Participam da Comissão Julgadora do Festival Artur Gomes; o Professor de Fotografia da instituição, Diomarcelo Pessanha; o Coordenador do Departamento Multimídia e Eventos, Welliton Rangel; a Professora de Literatura, Edinalda Almeida; e a Professora de Geografia, Maria Amélia Correa.

Veja mais fotos do 1º dia AQUI