terça-feira, 29 de maio de 2012

Não há vagas


O preço do feijão
não cabe no poema.

O preço
do arroz
não cabe no poema.


Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão

O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em seus arquivos.

Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras.

- porque o poema, senhores,
está fechado:
“não há vagas”

Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço

O poema, senhores,
não fede nem cheira.

Ferreira Gullar


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Rio + 20



vejo o Rio aqui de cima
copacabana ali em frente
botafogo lá em baixo
pão de açúcar do lado
os carros na avenida
andam quase parados
barquinhos na enseada
peixes morrendo afogados

arturgomes

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Alucinações InterpoÉticas


o que é que mora
em tua boca Bia
um Deus um anjo
ou muitos dentes claros
como os olhos do diabo
e uma estrela como guia
?

o que é que arde
em tua boca Bia
azeite sal pimenta e alho
résteas de cebola
carne crua do k ralho
um cheiro azedo de cozinha
tua boca é como a minha
?

o que é que pulsa
em tua boca Bia
mar de eternas ondas
que covardes não navegam
rios de águas sujas
onde os peixes se apagam
?

ou um fogo
cada vez mais Dante
como este em minha boca
de poeta/delirante
nesta noite cada vez mais dia
em que acendo os meus infernos
em tua boca Bia
?

artur gomes
http://artur-gomes.blogspot.com

A Poesia Liberada de Artur Gomes


Há uma passagem, em o Auto do Frade, de João Cabral, que me chamou a atenção:

“ – fazem-no calar porque, certo,
sua fala traz grande perigo.
- dizem que ele é perigoso mesmo
falando em frutas, passarinhos”.

Vislumbro aí uma espécie de definição do alto poder transgressor da poesia, do poeta, da arte em geral: deixar fluir uma energia de protesto e indignação, crítica e iluminação da existência, qualquer que seja o pretexto ou o ponto de partida.

Por exemplo - : Suor & Cio, novo poemário de Artur Gomes. Na sua primeira parte (Tecidos Sobre a Terra), lemos um testemunho direto sobre as misérias e sofrimentos na região de Campos dos Goytacazes, interior fluminense. Não se canta amorosamente as lavouras de cana e grandes usinas, os aceiros e céus de anil. Ao contrário. Ouvimos uma fala que “traz grande perigo”, efetivamente, ao denunciar – com aspereza e às vezes até com extremo rancor – a situação histórico-social, bruta e feroz, selvagem e primitiva, da exploração do homem no contexto do latifúndio e da monocultura.

usina mói a cana
o caldo e o bagaço
usina mói o braço
a carne o osso”.

Mas esta poesia dura, cortante e aguda, mantém igualmente a sua força de transgressão – continua revolucionária e perigosa – mesmo quando tematiza (principalmente em Tecidos Sobre A Pele, segunda parte do livro) as frutas, ou prazer sexual, os seios, o carnaval, o mar, e os impulsos eróticos. Por detrás dos elementos bucólicos e paradisíacos (só nas aparências, bem entendido), eis que explode o censurado o reprimido, o que não tem vergonha nem nunca terá:

arando o vale das coxas
com o caule da minha espada
no pomar das tuas pernas
eu planto a língua molhada”.

Por isso, frequentemente os poemas se debruçam sobre o próprio ofício do poeta, e sobre o próprio sentido do fazer artístico. Ofício de artista, experiência de poeta: presença do risco e da violação das normas injustas: carnavalizando, desbundando a troup-sex, infernizando o céu e santificando a boca do inferno, denunciando o rufo dos chicotes, opondo-se aos donos da vida que controlam o saldo o lucro e o tesão.

Os versos de Artur Gomes querem ser lidos, declamados, afixados em cartazes, desenhados em camisas. E vieram para ficar nas memórias e bibliotecas da nossa gente, apesar do suor e do cio, graças ao suor e ao cio:

com um prazer de fera
eum punhal de amante” .

Uilcon Pereira
são paulo, julho, 1985


Flor da Pele

I

o beijo que não te dei
é parte que ainda
não re/partiu de mim

o que te dou
está na boca
fruta mordida
em teu seio

: carne de amendoim

II

uma mulher caminha nua
na ponta da minha estrela
ou na ponta da tua estrela – nua
caminho eu -

parte do mar e do fogo
na língua da assombração
parte da terra e do vento
na carne do pensamento
lavras do teu vulcão

III

alguma estrela cadente
varreu o pó do meu sangue
beijou o chão dos meus olhos
e o fogo azul deste mar

em grave e cruel desespero
igual corrente gadeia
com dente veloz de aflição

comeu a carne na poça
voou com os seios da moça
e fez-se constelação

IV

para voar com tuas patas
é preciso estar de fato
com o corpo em êxtase
e todo sangue em poesia

pois senão no teu impulso
e vôo pro grande sexo
sangrarás na virgindade
e morrerás de hemorragia

Exercício

com um dedo
abro
a tua boca vagina

com dois
aperto
o bico do teu seio

e
ultra/passo
a porta do teu meio


Confissão

se em ti estou
é para alimentar o que não sou
e o que sou
não é represa

é veia pública sob patas
postas de sangue na mesa
nada mais me é surpresa

cansei de ser correto
deixei de ser decente
eu quero mesmo é o paladar
da tua língua
entre os meus dentes

Artur Gomes
In Suor & Cio


a barra da poesia


 em 1972 a barra
não era assim barra bonita
muito menos de barro
a barra era de chumbo
a barra era de ferro
tudo estranho falso escuro
de concreto apenas o muro
à nossa frente
e rente outro que invisível
se erguia às nossas costas
ao lado um cão de guarda
pronto para matar
qualquer palavra ainda vida
em nossos dentes
e a língua amordaçada
podia apenas soletrar
a palavra: M O R T E

artur gomes
no link abaixo matéria sobre a Barra da Poesia

terça-feira, 22 de maio de 2012

20 de fevereiro



O genial Itamar Assumpção e Isca de Polícia ao vivo em 1983. Parte 1
O show tem por base os dois primeiros discos de Itamar: "Beleléu, Leléu, Eu" e "Às Próprias Custas". E viva a Vanguarda Paulistana. Fantástico!

fosse quântico esse dia
calmo claro intenso inteiro
20 de fevereiro
sendo assim esperaria

mesmo que em meio a tarde
TROVOADAS tempestades
insanidades guerras frias
iniqüidade
angústia
agonia
mesmo assim esperaria

20 horas
20 noites
20 anos
20 dias

até quando esperaria?
até que alguém percebesse
que mesmo matando o amor
o amor não morreria 

arturgomes

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Festival Curta Santos abre inscrições para Mostras Competitivas


Imagem inline 1

Ao completar 10 anos de existência, o Festival homenageia o Futebol Arte

Curta Santos – Festival de Cinema de Santos completa uma década de existência dedicada às produções audiovisuais brasileiras, em especial àquelas produzidas no litoral de São Paulo. Este ano o tema que norteia as homenagens realizadas durante o evento é o Futebol Arte: Centenário do Santos Futebol Clube. 

As inscrições para as oito mostras competitivas já estão abertas somente pela internet, no site www.curtasantos.com.br.

Sempre alinhado ao contexto caiçara, típico do litoral, este ano o Festival presta homenagem aos 100 anos do Santos Futebol Clube, peça mais do que importante na divulgação da escola do futebol brasileiro pelo mundo. O tema da nossa 10ª edição já estava definido há dois anos. 

Mostras competitivas

As mostras de filmes voltadas à competição dobraram este ano, quando o Curta Santos – Festival de Cinema de Santos, completa 10 edições. De quatro, agora são, ao todo, oito. Olhar Caiçara, Videoclipe Caiçara, Novos Olhares, Mostra Curta Santos F.C. e Mostra Minuto são as nacionais

As mostras direcionadas aos realizadores do Litoral de São Paulo são a Olhar Caiçara, Videoclipe Caiçara Curta Escola.

Mostra Olhar Brasilis e Mostra Videoclipe Brasilis, são nacionais e de livre temática

A Mostra Curta Santos F.C. e Mostra Minuto, são, por sua vez, comemorativas e voltadas ao Santos Futebol Clube: a primeira para produções com duração de até 10 minutos e a segunda é para o torcedor fanático que quer expressar a paixão pelo time em até 60 segundos (um minuto).

Já a Mostra Novos Olhares, ainda nacional, aceita somente produções realizadas por meio de captação digital (câmeras, celulares, tablets e semelhantes - em alta ou baixa resolução), com duração máxima de 5 minutos.

As regionais são a Mostra Olhar Caiçara e Mostra Videoclipe Caiçara. Elas são voltadas a realizadores de todo o litoral de São Paulo. E com o intuito de encontrar novos e promissores talentos no audiovisual, chega a nova Mostra Curta Escola, destinada a produções de até 10 minutos (sem tempo limite) realizadas por alunos doEnsino Fundamental de Escolas da região. Para todos, nesta categoria, a temática é livre.

Sobre o tema

Dos gramados para as telas dos cinemas. A história do Santos F.C. se mistura com a sétima arte desde a fundação  do clube, ocorrida em 14 de abril de 1912. Desde que Pelé chegou à Vila Belmiro, na década de 60, o Santos F.C. pintou sua marca de ‘time de ouro’ na história do futebol brasileiro e mundial. Com o Rei e Coutinho na linha de frente, o Santos apresentava seus gols e jogadas, como se estivesse obedecendo a roteiros cinematográficos.

Como o próprio Rei do Futebol gosta de dizer, o Santos parou uma Guerra. Em 1967, a equipe comandada pelo técnico Lula fez uma excursão para África: foi em Lagos (Nigéria), que o time de Pelé jogou e causou um cessar fogo de 48 horas na Guerra Civil daquele País. Enredo para diretor nenhum botar defeito.

O reconhecimento do Santos time e do Santos Cidade se consolidaram ao longo dos anos, cada qual pela sua história. Mais jovem, porém não menos importante, é o Festival Curta Santos, que decidiu reunir em sua 10ª edição, produções audiovisuais sobre o Clube que tantas alegrias deu à sua terra Natal e aos brasileiros. Antes com os gols de Pelé, hoje com os dribles do jovem Neymar.

O Festival

O 10º Curta Santos – Festival de Cinema de Santos será realizado no mês de setembro e contará com cinco dias de programação totalmente gratuita. Além de romper paradigmas, rever conceitos e estimular novos caminhos para o audiovisual – premissas adotadas desde a primeira edição –, o Festival tem como objetivo fundamental oferecer ao público sessões gratuitas  de curtas, médias e longas-metragens mais mesas redondas, oficinas e debates com profissionais da área.

Em nove anos de trajetória, o Festival já contou com a participação de grandes nomes do cinema nacional, como José Wilker, Matheus Nachtergaele, Paulo César Pereio, Paulo José, Ney Latorraca, Ana Lucia Torre, Dira Paes, Christiane Torloni, Nuno Leal Maia, Betty Faria, Leona Cavali, Sergio Mamberti, Bete Mendes e Eva Wilma, além de cineastas como Carlos Manga, Carla Camurati, Zita Carvalhosa, Eliane Caffé, Ewaldo Mocarzel, Jose Mojica Marins, Beto Brant, Lírio Ferreira, Carlos Reichenbach, Allan Fresnot, Tata Amaral, Allan Sieber e Toni Venturi, dentre outros.

Realização

A direção geral do 10º Curta Santos é de Ricardo Vasconcellos, com direção de produção de Junior Brassallotti. 

 O 10º Curta Santos - Festival Santista de Curtas Metragens é realizado por Olhar Caiçara e Associação dos Artistas do Litoral Paulista; conta com a parceria da Prefeitura Municipal de Santos, Sistema A Tribuna de Comunicação, TV Tribuna, Rádio Jovem Pan Santos, Cine Roxy e Sesc Santos; e apoio das Oficinas Culturais Pagu e Governo do Estado de São Paulo.

------------------------------------------------------------------------------------
Junior Brassalotti

Diretor de Produção - X Curta  Santos
Festival Santista de Cinema
@curtasantos

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Barra da Poesia


Barra da Poesia IIIº
Dia 26 de maio – das 20h às 23h
Creperia e Drinkeria ZOOOM IN
Av. Sernambetiba, 5200 – Orla
Barra da Tijuca - Rio de Janeiro
Com Marisa Vieira +Artur Gomes + Rejane Luna
e participação especial de Eurídice Espanhol

Artur Gomes entrevista Junior Brassalotti

Sidney Herzog e Junior Brassalloti - foto: Artur Gomes

Os atores santistas Junior Brassalotti e Sidney Herzog passaram por Campos dos Goytacazes no último final de semana com o sensacional espetáculo Palhaçada Federal, provocando gargalhadas gerais no Teatro do Sesc onde foi apresentado na última sexta feira 11.

Junuior, além de ator e produtor cultrual é Diretor de Produção do Festival Curta Santos, que este ano chega a sua décima edição com uma homenagem ao futebol arte em suas várias Mostras, que será realizada de 17 a 23 de setembro.

Além disso Junior tem sido um grande parceiro na divulgação do Festival de Cinema do IFF. Aproveitando sua estada entre nós, o levamos para conhecer os Espaços do Campus Campos Centro, onde começamos a aprofundar uma parceria onde breve possamos ter em nosso campus uma Retrospectiva de várias Edições do Curta Santos.

A seguir um bate papo com Junior Brassalotti sobre Teatro e Cinema
1. Como começou o Festival Curta Santos?
Começou como todo bom projeto de cultura: numa mesa de bar! Num bate papo logo após o encerramento de um festival estadual de teatro que organizávamos aqui, Bete Mendes e o escritor e cineasta José Roberto Torero, que eram homenageados no evento, comentaram que poderíamos fazer um festival de cinema, que a cidade era ideal para isso e etc. Ficou por ai a ideia mas a vontade surgiu. No ano seguinte, recebemos uma ligação do Torero que tinha marcado uma reunião com a produtora dele de São Paulo, a Zita Carvalhosa, que é a diretora do festival Internacional de Curtas Metragens de São paulo, um dos 5 maiores do mundo e lá fomos nós conhecê-la. Trouxemos uma mostra itinerante do festival pra Santos aquele ano, 2002 e tínhamos uma mostra de filmes regionais, a mostra Curta Santos - Olhar Caiçara, apareceram 26 curtas, que exibimos sem seleção a titulo de incentivo, na edição do ano passado tivemos mais de 180 trabalhos produzidos pela Região... e o mais interessante não é o crescimento numérico, e sim qualitativo.
 2. Como é você um homem de teatro estar a frente de um Festival de Cinema?
   
É unir o útil ao agradável. Comecei no teatro pois era apaixonado por cinema, não sabia que um dia iria conseguir trabalhar com cinema, ainda mais na produção de algo que me possibilita ser o elo de ligação  de obras fantásticas com o público. Ao pensar cultura, penso em acesso, filmes são feitos para serem vistos, é um orgulho poder ajudar tantos filmes a circular e encontrar suas platéias! Fora que podemos brincar todo ano com o fazer teatral nas nossas aberturas, onde não seguimos o padrão dos festivais, que é exibição e falas institucionais, fazemos grandes e elaboradas  encenações, homenagens ensaiadas com grupos de teatro, bailarinos, bandas, fazemos um show realmente onde os palcos dos teatros celebram a eternidade que o cinema dá ao trabalho dos artistas.
3. Como você vê a perspectiva de uma parceria do curta Santos com o Festival de Cinema do IFF?

É algo muito rico e que deve servir de exemplo pra tantas instituições e festivais. Desde sempre nós tentamos achar parceiros criativos, com os quais possamos realizar ricos intercâmbios e trocas de experiências onde quem sai ganhando, mais uma vez é o publico e o realizador, que vê sua obra indo ao  quatro cantos através de parcerias como essa. Fora que tive o prazer de conhecer  os espaços da IFF e ver a estrutura física fantástica de lá e a provocação e formação de cidadãos criativos e pensantes que, com certeza, farão diferença na sociedade.
4. Recentemente você e Sidney Herzog, passaram por Campos dos Goytacazes apresentando o espetáculo Palhaçada Federal no Teatro do Sesc  seguido de um bate papo descontraído comum grupo de estudantes. Para vocês houve alguma novidade na colocação deles sobre a problemática que o espetáculo coloca em discussão?

Houve sim, na medida que estávamos em outra cidade com uma configuração política diferente (ou igual?) a nossa aqui em Santos. Aliás, adoramos nossa passagem por Campos, publico atento, vivo, participativo, que interagiu, riu, dialogou. Muito gostoso mesmo! Tivemos várias impressões, subjetivas e objetivas a respeito do espetáculo e principalmente sobre o tema, pudemos entrar em contato com pessoas que se indignam com os absurdos dos nossos representantes eleitos e propor um ágora, um espaço de discussão, não apenas estética, mas de ideias, de troca de angústias e de utopias possíveis. Voltamos pra Santos repensando várias coisas a partir do papo com a plateia de Campos, o que só enriquece nosso trabalho.
5. A opção por uma linguagem circense no Palhaçada Federal, foi a forma encontrada para que vocês pudessem apresentar ao público de uma forma bem humorada, um conteúdo tão sério, como a corrupção política no país? 

Sim, o circo é a maneira que esse coletivo encontrou para dialogar com sua plateia. Utilizamos a linguagem circense para ajudar a contar nossa história, e através da poesia visual e lúdica do circo e do riso do palhaço, botar o dedo em algumas feridas do Brasil, em especial na corrupção na política brasileira, que tem a capacidade de nos surpreender a cada dia, quando pensamos que já vimos tudo... lá vem eles com um estratagema novo! E lá estamos nós, atentos. Queremos sim o riso, é nossa função, mas o riso acompanhado da reflexão, afinal a raiz do riso é sempre a lágrima.

o silêncio e o grito


as vezes mesmo querendo
não acredito que o silêncio
seja maior que o grito

terça-feira, 15 de maio de 2012

baby cadelinha

Isadora Zecchin - musadaminhacannon



devemos não ter pressa
a lâmina acesa sob o esterco de vênus
onde me perco mais me encontro menos
de tudo o que não sei
só fere mais quem menos sabe
sabre de mim baioneta estética
cortando os versos do teu descalabro
visto uma vaca triste como a tua cara:
estrela cão meu gatilho morro
a poesia é o salto de uma vara
disse-me uma vez quem não me disse
ferve o olho do tigre quando plasma
letal a veia no líquido do além
cavalo máquina meu coração quando engatilho
devemos não ter pressa
a lâmina acesa sob os demônios de eros
fisto uma festa a mais que tua vera
cadela pão meu filho forro
a poesia é o auto de uma fera
devemos não ter pressa
a lâmina acesa sob os panos quem incesta
perfume o odor final do melodrama
sobras de mim papel e resma
impressão letal dos meus dedos imprensados
misto uma merda a mais que tua garra:
panela estrada grão socorro
a poesia é o fausto de uma farra

Aula Magna com Leonardo Boff no câmpus Centro


O filósofo Leonardo Boff profere Aula Magna dos cursos de Pós-Graduação Lato-Sensu do câmpus Campos-Centro do IF Fluminense, nesta terça-feira, 15 de maio de 2012.

Aula Magna com Leonardo Boff no câmpus Centro
Leonardo Boff é presença garantida nesta terça-feira no IF Fluminense.
 O IF Fluminense realiza a abertura dos cursos de Pós-Graduação Lato-Sensu em Educação Ambiental; Literatura, Memória Cultural e Sociedade; Gestão Design e Marketing, cuja Aula Magna será nesta terça-feira, 15 de maio de 2012, às 19h, na Concha Acústica do câmpus Campos-Centro.
 Quem profere a Aula Magna é o filósofo Leonardo Boff, com o tema “Educação é saber cuidar”. Doutor em teologia pela Universidade de Munique, foi professor de ética, filosofia da religião e de ecologia filosófica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, sendo um dos iniciadores da teologia da libertação (Leia mais).

Além da palestra no IFF, Leonardo Boff participa da abertura do 9º Seminário Intermunicipal de Educação, promovido pelo Instituto e que acontece de 16 a 18 de maio no Teatro Trianon, em Campos, com o tema “”Educação: a arte de cuidar”.
 A programação dos cursos da Pós-Graduação continua no dia 18 de maio de 2012, às 14h30min, no Auditório Reginaldo Rangel, com as boas-vindas da Coordenação; apresentação dos Coordenadores; mini-palestra “Importância da Pós-Graduação no mundo de hoje”, com o Prof. Pedro Castelo Branco, Diretor de Pós-Graduação e Pesquisa no câmpus Campos-Centro; e, por fim, apresentação dos professores, entrega de horário e orientações gerais.

O que é e para que serve arte


Vênus de Milo


Programação:

08 a 21/05/2012
Exposição: Linha do Tempo
apresentação: Hip Hop – 10/05 – 18:30h
Documentários: Reflexões sobre a Arte

22/05 a 01/06/2012
Exposição: Papel Maché/Projeto Espiral
Apresentação: Grupo de Dança do Campus Bom Jesus
22/05 – 18:30h
Teatro de Bonecos – Prof. Bricio Silva
23/05 – 16h
Oficina: Papel Maché
24/05 – Das 14h às 18h
Documentários: Dança e Teatro

04/06 a 20/06/2012
Exposição: Esculturas em Cerâmica – Mario Evangelista
Apresentação: Projeto Sidharta (música eletrônica) com Álvaro Manhães e Harlen Pinheiro e poesia com Artur Gomes
05/06 – 18:30h
Oficina: Stop Motion
14/06 – 14h às 18h
Documentários: Musicais

21/06 a 09/07/2012
Exposição de Fotografia: Um olhar sobre o espaço urbano – Alunos do curso de Geografia do Campus Campos Centro e Minha cidade escreve assim – Alunos do ensino médio do Campus Campos Centro
Apresentação: Sarau (Semana de Arte Moderna de 22)
26/06/18:30h
Oficina: Fotografia – Prof. Diomarcelo Pessanha
28/06 – 14h às 18h
Documentários: Semana de Arte Moderna de 22

10/07/ a 31/07/2012
Exposição: Francisco Rivero (Artista Plástico Cubano)
Apresentação: Grupo de Poesia do Campus Bom Jesus
17/07 – 18:30h
Documentário: Sobre o Artista Francisco Rivero

01/08 a 15/08/2012
Exposição: Pauline Pessanha (Artista Plástica)
Apresentação: Nós do Teatro – 07/08 – 18:30h
Documentários: Sobre a Artista Pauline Pessanha

MINICURSOS

07 de junho de 2012 – das 14h às 18h
Estética
Prof. Márcio Vianna Lima – Pró-Reitor de Ensino do IFF

14 de junho de 2012 – Das 14h às 18h
A arte das palav ras
Profª Vania Cristina Alexandrino Bernardo – Diretora do Ensino Médio do Campus Campos Centro

21 de junho 2012 – das 14h às 18h
O que é e para que serve a arte na educação
Profª Danuza Rangel – Coordenadora pedagógica do Pólo Regional Arte na Escola da UENF

05 de julho de 2012 – das 114h às 18h
Música na Escola
Profª Beth Rocha – Professora da Oficina de Música do Campus Campos Centro

09 de agosto de 2012 – das 14h às 18h
Teatro na Escola
Profª Kátia Macabú – Coordenadora de Arte e Cultura do Campos Campos Centro


Local: Espaço Raul Linhares
Curadoria Educativa – Márcia Rangel

Instituto Federal Fluminense – Campus Campos Centro
Rua Dr. Siqueira, 273 – Parque Dom Bosco - Campos dos Goytacazes – RJ –www.iff.edu.br/campus/campos/centro