sábado, 21 de março de 2015

jura secreta 128


jura secreta 128

a carne que me cobre é fraca
a língua que me fala é faca
o olho que me olha vaca
alfa me querendo beta
juro que não sou poeta

a ninfa que me ímã quando arquiteta
o salto da abelha quando mel em flor
e pulsa pulsa pulsa

na matéria negra cor
quando a pele que veste é nada
éter pluma seda pelo
quando custa estar em arcozelo
desatar a lã dos fios do novelo

no sol de Amsterdã desvendar Hollandas

e os mistérios da palavra por entre os cotovelos

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