sábado, 21 de março de 2015

vida toda linguagem

 
Louise Marrie

poÉtika 68

era para ser assim como se foice
no papel de seda era língua e sangue
unhas muitos dedos dentes
nos teus céus de boca
era assim como se fosse
meus olhos no cinema
nos teus olhos presos
e o destino do poema teus lábios indefesos



 

vida toda linguagem
para Mário Faustino

não sei dizer 
o que quer dizer esta metáfora
elétrica lâmpada musa
anima minhas tardes de chuva
senhora das nuvens de chumbo
na lírica do desassossego 

eu tenho seis espadas e pedras
girassóis que roubei dos teus cabelos
o beijo que nunca mais foi dado
nos Retalhos Imortais do Serafim
linguagem um Lance de Dados
Mallarmé Nada Sabia de Mim

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