quinta-feira, 21 de abril de 2016

Assombros



Assombros

Às vezes, pequenos grande terremotos
Ocorrem do lado esquerdo do meu peito.

Fora, não se dão conta os desatentos.

Entre a aorta e a omoplata rolam
alquebrados sentimentos.

Entre as vértebras e as costelas
há vários esmagamentos.

Os mais íntimos
já me viram remexendo escombros.
Em mim há algo imóvel e soterrado
Em permanente assombro.

Affonso Romano de Sant´Anna
Poesia do Brasil – Vol. 17
Ed. Grafite – XXI Congresso Brasileiro de Poesia
Bento Gonçalves-RS – Outubro 2013

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