quarta-feira, 25 de maio de 2016

curso de artes cênicas - o espelho












Curso de Artes Cênicas - O Espelho
Quintas Feiras - da 15 às 18hs
a partir 4 de junho também aos sábados
das 14 às 17h
Vagas Limitadas - Inscrições Abertas no SESC Campos - Grátis
               
Plano de Ação do Curso

Através de pesquisa sobre o universo surrealista do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, desenvolver textos, exercícios e jogos dramáticos tendo como elemento cênico, uma cadeira e um espelho.
aqui nesta página material para pesquisa

jura secreta 70 - O Espelho

eu sou a outra parte
que habita dentro do meu outro eu
não a casca da carcaça aqui de fora
o que se vê no espelho
e só imagem
narciso mergulhado
a própria sombra
o cavalo na folhagem
esse sim é o que se vê na tela
quando a câmera revela
o concreto da outra pessoa que não sou


clic no link para ver o vídeo


Artur Gomes


domingo, 22 de maio de 2016

mariana


mariana

quando penso minas
penso montes penso pelos
cabelos alvoroçados entre as coxas
por tantas carne de ferro

era 5 de novembro de um ano passado
a lama explodiu barragens
e foi levando as mortes
homens peixes crianças mulheres
e um rio que era doce
assassinados pela Vale
no seu maldito instinto de exploração

s-amargo esse país minerador
com fome de explorar a terra
até o seu derradeiro grão.

Artur Gomes Gumes



jura secreta 70 - O Espelho

eu sou a outra parte
que habita dentro do meu outro eu
não a casca da carcaça aqui de fora
o que se vê no espelho
e só imagem
narciso mergulhado
a própria sombra
o cavalo na folhagem
esse sim é o que se vê na tela
quando a câmera revela
o concreto da outra pessoa que não sou

Artur Gomes 
www.fulinaimicas.blogspot.com
http://artur-gomes.tumblr.com



no coração dos boatos 4


no circo dos horrores do reino imperial de Brazylândia, temer a marionete travestida de trapezista, a serviço da fiesp deu o golpe na bailarina/guerrilheira e a encarcerou no alvorada, cercada de aparato militar por temor de que o povo chegue até ela. nesse país de mercado tudo é possível, pelas graças do rei supremo.


Bracutaia Pereira da Silva, recém/eleito presidente do reino/ficção de Assombradado em recente entrevista a TVfulinaíma disse que: - "num reino onde há pessoas que acham danilo gentilli um gênio e xuxa ainda é a rainha dos 7 anões, não seria de se estranhar que o golpe da imoralidade pudesse ser arquitetado e consumado dessa forma"


Enquanto isso na ex-capitania dos goytacazes a cana brava é uma usina que não mói, mas lava.


Federico Baudelaire


quinta-feira, 19 de maio de 2016

curso de artes cênicas - o espelho














Curso de Artes Cênicas - O Espelho

Quintas Feiras - da 15 às 18hs
a partir de Junho - até Dezembro
também aos sábados das 14 às 17h
Vagas Limitadas - Inscrições Abertas no SESC Campos - Grátis

Quadro I
no circo do reino imperial de Brazylândya um grupo de atores da cia desafio de teatro, se prepara para cantar no velório/enterro de Temer a marionete que se finge trapezista para articular um golpe contra a bailarina/guerrilheira.  

no centro do palco numa cama feita de cadeiras, o corpo de Temer está deitado, enquanto os atores vão entrando...

... nós te avisamos  que iríamos cantar no seu enterro, e iríamos te levar para  cemitério com uma flor e um cachorro "como é bonito o enterro, como é bonito o enterro, como é bonito o enterro"
ainda bem a tua farsa acabou, você nunca foi trapezista, nunca subiu num trapézio como medo de dar o salto para o degrau mais alto desse circo dos horrores. 
no fundo você sempre foi um cínico e sempre lidou com a gente com a sua cruel hipocrisia. mas não adiantou nada, agora está aí, entregue a própria morte. enquanto nós vamos para o camarim, trocar o figurino para o nosso verdadeiro espetáculo: O Espelho. uma batalha verbal entre opressores e oprimidos. 

obs.: o Curso tem como foco uma recriação do teatro surrealista do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal. 

Federico Baudelaire

neste link página com material para pesquisa
https://www.facebook.com/Espa%C3%A7o-F%C3%ADsio-Teatro-Artur-Gomes-1659523914314449/?fref=ts

VIII Festival de Poesia Falada de São Fidélis



VIII Festival Aberto de Poesia Falada de São Fidélis 09 e 10 de Setembro de 2016 - R$ 20.000,00 em prêmios

O VIII Festival Aberto de Poesia Falada de São Fidélis, organizado pela Prefeitura Municipal de São Fidélis através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, tem por finalidade não só valorizar os poetas fidelenses, sustentando o topônimo ‘’Cidade Poema’’, como também promover o intercâmbio e entrosamento entre poetas da região e do país reunindo pessoas de idades variadas num grande espetáculo artístico e cultural, que objetiva divulgar positivamente a poesia e amor às letras.

Regulamento

I - Da realização – O Festival será realizado nos dias 09 e 10 de setembro de 2016, no Anfiteatro da Biblioteca Municipal Corina Peixoto de Araújo, Centro. Tendo início às 20h no dia 09 e às 21h no dia 10.

II - Da participação – Poderão participar do Festival, poetas brasileiros residentes ou não no país, com idade mínima de 14 anos. A modalidade é livre bem como o tema, não sendo consideradas participantes inscrições de trovas.

III - Das apresentações/inscrição (Normas) – Cada concorrente poderá participar com no máximo 03 (três) trabalhos, digitados em papel A4, 05 (cinco) vias de cada poema, em Times New Roman corpo 12, em envelope tamanho ofício identificado apenas por pseudônimo. Junto com a(s) referida(s) via(s) também deverá ser enviado no mesmo envelope 01 (um) CD em arquivo Word, contendo o(s) referidos(s) trabalho(s).

Ainda dentro do mesmo envelope, colocar outro, menor, fechado contendo o(s) título(s) do(s) poema(s) e pseudônimo, a identificação do concorrente com nome e endereço completos, telefone, assinatura e e-mail, em papel A4.

Os pseudônimos criados com nome e/ou sobrenome ao contrário, facilitando identificação do participante, poderá desclassificar o(s) poema(s).
As inscrições só poderão ser feitas via Correios e terão que ser postadas até o dia 29 de julho do ano em curso, impreterivelmente. Quaisquer trabalhos postados após a data prevista serão desconsiderados bem como os que não atenderem às regras supracitadas.

Endereço para postagem
Secretaria Municipal de Cultura e Turismo –“Cidade Poema”
Praça Guilherme Tito de Azevedo, 135 – Centro
CEP: 28400-000
São Fidélis – RJ

Referindo-se ainda às regras:

. O(s) trabalho(s) classificado(s) e premiado(s) poderá(ão) ser publicado(s) de acordo com a organização do festival.

. Os autores classificados e/ou premiados, a partir de sua inscrição, estarão automaticamente autorizando a publicação do(s) seu(s) trabalho(s) de acordo com a organização do evento e suas necessidades.

. Serão selecionados por uma banca examinadora qualificada, 35 (trinta e cinco) trabalhos inscritos a serem apresentados com interpretação, no dia 09, sendo 20 (vinte) poemas oriundos de endereços diversos e 15 (quinze) de autores residentes em São Fidélis.

. Ainda no dia 09/09, dos 35 (trinta e cinco) poemas apresentados, 15 (quinze) serão escolhidos para a grande final no dia 10/09, quando serão conhecidos os 3 (três) primeiros colocados, o melhor interprete e a menção honrosa de interpretação.

. Estarão em julgamento os quesitos:

- Construção textual;
- Conteúdo poético;
- Criatividade;
- Interpretação.

. Nenhuma divulgação relacionada a não realização do evento deverá se levada em consideração, exceto em caso de ocorrência de calamidades ou similares, o que levará a organização a se responsabilizar por avisar em oportuno ao(s) participante(s).

. Os 35 (trinta e cincos) trabalhos classificados deverão ser apresentados com seus intérpretes, sendo de inteira e única responsabilidade do concorrente providenciar a indicação dos mesmos, caso contrário, a desclassificação do poema será automática, subindo os da sequência de classificação, ex.: 36, 37, 38...

. Os autores dos poemas classificados deverão estar presentes no evento. A ausência dos mesmos implicará em desclassificação.

. A leitura do poema não será contada como interpretação, bem como erro e/ou esquecimento do texto desclassifica a interpretação.

. Não serão considerados os trabalhos que já tenham sido classificados em edições anteriores do Evento, bem como trabalhos já registrados em livros com publicações concretizadas.

. Vale ressaltar que o quesito interpretação estará em julgamento nos 2 dias de Festival.

IV - Da premiação
1º lugar: R$ 5.000,00 (cinco mil reais) + troféu
2º lugar: R$ 4.000,00 (quatro mil reais) + troféu
3ºlugar: R$ 3.000,00 (três mil reais) + troféu
Melhor intérprete: R$ 5.000,00 (cinco mil reais) + troféu
Menção Honrosa: R$ 3.000,00 (três mil reais) + certificado

Maiores informações 
- Tel.: (22) 2758 - 6829, segunda à sexta-feira. Das 7 às 17 horas.
- E-mail: culturaturismo.sf@hotmail.com

no coração dos boatos 2





no coração dos boatos 2

Agora que ocupo  esta cadeira de Presidente do Reino/ficção de Assombradado, acabo de nomear como meus assessores diretos todos os membros da Mocidade Independente de Padre Olivácio, começo a
desfiar a colcha de mistérios que envolve o nosso vizinho Reino Imperial de Brasylândya desde as década de 50/60 do século passado. Há muito venho me perguntando: - quantos mendigos Sandra Cavalcanti afogou no rio Guandu? Quem deu o tiro de misericórdia no assassinato de Getúlio Vargas? Quem desligou o aparelho que mantinha Tancredo Neves respirando? Por quê até hoje o corpo de Ulisses não foi encontrado?
Como podem v(l)er são muitas perguntas ainda sem respostas, e por quê também os órgãos investigatórios do vizinho Reino até hoje não se esforçaram em esclarecer?
 Como nosso mestre Uilcon Pereira sempre observou: - o homem/aranha também é um fantasma que transita pelos telhados obscuros de Brasylândya e Assombradado, e na ex-capitania dos Goytacazes Usina sempre foi e sempre será Usura.

Bracutaia Pereira da Silva

quarta-feira, 18 de maio de 2016

no coração dos boatos



no coração dos boatos

Após ser eleito Presidente de Assombradado  o reino/ficção Bracutaia Pereira da Silva, concede sua primeira entre/vista a TVfulinaíma e em seu pronunciamento pudemos observar o seguinte: - "desde que li pela primeira vez o livro O Outono do Patriarca, de Garcia Lorca, que sonhei um dia estar nesta cadeira. E agora pretendo desenvolveras investigações que há muito me instigam no vizinho Reino/Imperial de Brasylândya e na ex-capitania dos goytacazes. Alguns fatos históricos precisam ser melhor esclarecidos, como por exemplo: a falência da Usina de Outeiro e os intermináveis empréstimos da COOPERFLU (cooperativa dos usineiros do norte fluminense),  junto ao Ministério do Planejamento do vizinho Reino, de onde nos chegam informações que o "fantasma" de Ulisses estaria aparecendo vez em quando no Palácio Jaburu, e não a temer que possa afastá-lo de lá. Como costumava dizer minha querida mãe: - há muito mais mistérios entre o Reino de Assombradado e o Reino de Brasylândya do que possa imaginar a nossa vilã filosofia"

MOENDA

usina
mói a cana
o caldo e o bagaço

usina
mói o braço
a carne o osso

usina
mói o sangue
a fruta e o caroço

tritura
torce dos pés
até o pescoço

e do alto
da casa grande
os donos do engenho
controlam:
o saldo & o lucro

Artur Gomes

sexta-feira, 13 de maio de 2016

pátria minha



Pátria Minha
Vinicius de Moraes

A minha pátria é como se não fosse, é íntima
Doçura e vontade de chorar; uma criança dormindo
É minha pátria. Por isso, no exílio
Assistindo dormir meu filho
Choro de saudades de minha pátria.

Se me perguntarem o que é a minha pátria direi:
Não sei. De fato, não sei
Como, por que e quando a minha pátria
Mas sei que a minha pátria é a luz, o sal e a água
Que elaboram e liquefazem a minha mágoa
Em longas lágrimas amargas.

Vontade de beijar os olhos de minha pátria
De niná-la, de passar-lhe a mão pelos cabelos...
Vontade de mudar as cores do vestido (auriverde!) tão feias
De minha pátria, de minha pátria sem sapatos
E sem meias pátria minha
Tão pobrinha!

Porque te amo tanto, pátria minha, eu que não tenho
Pátria, eu semente que nasci do vento
Eu que não vou e não venho, eu que permaneço
Em contato com a dor do tempo, eu elemento
De ligação entre a ação o pensamento
Eu fio invisível no espaço de todo adeus
Eu, o sem Deus!

Tenho-te no entanto em mim como um gemido
De flor; tenho-te como um amor morrido
A quem se jurou; tenho-te como uma fé
Sem dogma; tenho-te em tudo em que não me sinto a jeito
Nesta sala estrangeira com lareira
E sem pé-direito.

Ah, pátria minha, lembra-me uma noite no Maine, Nova Inglaterra
Quando tudo passou a ser infinito e nada terra
E eu vi alfa e beta de Centauro escalarem o monte até o céu
Muitos me surpreenderam parado no campo sem luz
À espera de ver surgir a Cruz do Sul
Que eu sabia, mas amanheceu...

Fonte de mel, bicho triste, pátria minha
Amada, idolatrada, salve, salve!
Que mais doce esperança acorrentada
O não poder dizer-te: aguarda...
Não tardo!

Quero rever-te, pátria minha, e para 
Rever-te me esqueci de tudo
Fui cego, estropiado, surdo, mudo
Vi minha humilde morte cara a cara
Rasguei poemas, mulheres, horizontes
Fiquei simples, sem fontes.

Pátria minha... A minha pátria não é florão, nem ostenta
Lábaro não; a minha pátria é desolação
De caminhos, a minha pátria é terra sedenta
E praia branca; a minha pátria é o grande rio secular
Que bebe nuvem, come terra 
E urina mar.

Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
Um libertas quae sera tamem
Que um dia traduzi num exame escrito:
"Liberta que serás também"
E repito!

Ponho no vento o ouvido e escuto a brisa
Que brinca em teus cabelos e te alisa
Pátria minha, e perfuma o teu chão...
Que vontade de adormecer-me
Entre teus doces montes, pátria minha
Atento à fome em tuas entranhas
E ao batuque em teu coração.

Não te direi o nome, pátria minha
Teu nome é pátria amada, é patriazinha
Não rima com mãe gentil
Vives em mim como uma filha, que és
Uma ilha de ternura: a Ilha 
Brasil, talvez.

Agora chamarei a amiga cotovia
E pedirei que peça ao rouxinol do dia
Que peça ao sabiá
Para levar-te presto este avigrama:
"Pátria minha, saudades de quem te ama...
Vinicius de Moraes."

Texto extraído do livro "Vinicius de Moraes - Poesia Completa e Prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 383.

Beatriz Lobo: obrigado pela sugestão!

Conheça a vida e a obra do autor em "Biografias".


Clic no link e ouça o poema na voz do próprio Vinicius de Moraes 


sexta-feira, 6 de maio de 2016

Curso de Artes Cênicas - O Espelho



Curso de Artes Cênicas - O Espelho
Maio - Quintas Feiras - da 15 às 18hs
a partir de Junho - até Dezembro
também aos sábados das 14 às 17h
Vagas Limitadas - Inscrições Abertas no SESC Campos - Grátis

Plano de Ação do Curso

Através de pesquisa sobre o universo surrealista do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, desenvolver textos, exercícios e jogos dramáticos tendo como elemento cênico, uma cadeira e um espelho. 

aqui nesta página material para pesquisa
https://www.facebook.com/Espa%C3%A7o-F%C3%ADsio-Teatro-Artur-Gomes-1659523914314449/?fref=ts





vertigem 8

na praia onda vaga
me acertou em cheio
a lua entrou penetrou as  coxas
nauquele mesmo instante
em que entrei nos meios
como um grande susto
pelas marés de outono
que arranca o sono no desassossego
e me atira onde com lucidez não chego 

Gigi Mocidade

domingo, 1 de maio de 2016

drummundana itabirina


drummundana itabirina

fedra margarida a resolvida
decidira desfilar pela última vez
portando falo
resolvera desnudar de vez
a sua outra mulher
brazílica amanheceu incrédula
cartazes faixas manchetes vozes vozerios
por todas as vias multmeios multvias
voziferavam: Não ao Sim
e margarida flor impávida
lá foi beira-mar contando estrelas no cruzeiro
e césar que não é castro
continuou a pigmentar seu mastro
no outro lado da tela
e um dia fedra sorrindo
com o pênis/baton da louca
foi ao boca de luar da fedra
e voltou com o luar na boca

artur gomes
in Brazilírica Pereira: A Traição das Metáforas