quarta-feira, 21 de setembro de 2016

poesia


Poesia
eu te penetro
em nome do pai
do filho
do espírito santo
amém

não te prometo
em nome de ninguém



jura secreta 115
rasguei as velas que teci 
em tempestades
rompi as noites em alto mar 
de maresias 
pensei teu corpo 
pra amenizar tanta saudade 
e vi teus olhos em cada vela que tecia.
este teu olho que me olha 
azul safira ou mesmo verde
esmeralda fosse - pedra 
pétala rara - carne da matéria doce
ou mesmo apenas fosse 
esse teu olho que me molha
quando me entregas do mar
toda alga que me trouxe.

 

não mexe comigo não
que viro cão
trovão
relâmpago
trovoada
tempestade
não sou santo nunca fui
nunca serei
o defensor da moralidade
eu sou diabo
que estraçalhou  a tua falsa  castidade

Artur Gomes Gumes







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