quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

a chuva



a chuva

chove em meu quintal
de sirigüela e cajá manga
a vida pulsa
a vida sangra
a vida ataca
explode em folhas de alfavaca
em sementes de tomate
em frutos de mamão
em cheiros de hortelã
na casca da goiaba
na carne da romã

hoje de manhã
uma formiga carregava
um caminhão em suas costas
não tenho respostas
para lei da gravidade
o vértice da solidão
rente a parede ainda anda
e a rede na varanda
vai e vem  sem desespero.

Artur Gomes
foto.poesia
FULINAÍMA MultiProjetos 




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