quarta-feira, 8 de novembro de 2017

juras secretas


Jura  secreta 108

Clarice dorme em minhas mãos
a carne trêmula depois do beijo
na maçã que hoje comemos
agora sonha  com tudo aquilo
que Baudelaire lhe prometeu
quando amanhece
os olhos dela quanto dia
olhar tranqüilo
que o dia de ontem não comeu

EuGênio Mallarmè




jura secreta 107

O poema é um silêncio dentro de um copo de gin um beijo sujo de asfalto bêbado num boteco em Botafogo olhando o Pão de Açúcar como um Cristo Redentor do amor não consumado.

Estela ainda passeia direto na veia o mar revolto em São Conrado o sangue da curuminha no Hotel Nacional e a vida se esvai na Rocinha nessa cidade partida no olho do Corcovado onde tudo é carnaval.



Jura secreta 106

um beijo de gin
é muito bom
em tua carne de batom.

Artur Gomes

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